LXX – D. Plácida

Voltemos à casinha. Não serias capaz de lá entrar hoje, curioso leitor; envelheceu, enegreceu, apodreceu, e o proprietário deitou-a abaixo para substituí-la por outra, três vezes maior, mas juro-te que muito menor que a primeira. O mundo era estreito para Alexandre; um desvão de telhado é o infinito para as andorinhas. Machado de Assis, Memórias Póstumas. … Mais LXX – D. Plácida

LXIII – Fujamos!

Uma janela aberta deixava entrar o vento, que sacudia frouxamente as cortinas, e eu fiquei a olhar para as cortinas, sem as ver. Empunhara o binóculo da imaginação; lobrigava, ao longe, uma casa nossa, uma vida nossa, um mundo nosso […]. Esta ideia embriagou-me […]. Machado de Assis, Memórias Póstumas.

O emplasto de Brás Cubas e o enigma de Édipo Rei: decifra-me ou devoro-te!

“Com efeito, um dia de manhã, estando a passear na chácara, pendurou-se-me uma ideia no trapézio que eu tinha no cérebro. Uma vez pendurada, entrou a bracejar, a pernear, a fazer a mais arrojadas cabriolas de volatim que é possível crer. Eu deixei-me estar e contemplá-la. Súbito, deu um grande salto, estendeu o braços e … Mais O emplasto de Brás Cubas e o enigma de Édipo Rei: decifra-me ou devoro-te!

Clichê, mas verdadeiro: aprenda que viver é aprender.

Machado de Assis, numa de suas obras mais famosas, afirmou: Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo, supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e perece como o outro, mas o tempo subsiste. (Machado de Assis, Memórias Póstumas de … Mais Clichê, mas verdadeiro: aprenda que viver é aprender.