Eita moleza!

 

Um desejo de nada
Um inconstantismo sem fim
A cabeça dividida
Faz não! Faz sim!

Um tédio insignificante
Para quem não quer ficar sozinho
Uma procrastinação maçante de muitos mimizinhos.
Andar para frente ou para trás

Sei lá! Parece que tanto faz
Mas ao mesmo tempo quero viver sem tempo a perder
Sai então de mim preguiça
Deixa meu sangue correr nas veias
Porque eu sou filho do ressuscitado
Que vive pra valer.

Fernando Mauri

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Vontade

Vontade
De escalar as montanhas
De brincar na neve
De fazer pé de moleque
De fazer e comer um bolo cenoura

De conversar com um monte de gente boa
De cantar até o sol raiá
De chorar até soluçar
De rir até me embriagar

De zoar os irmãos sem parar
De fazer molecagem sem sacanagem
De tomar banho no mar
De dançar até os pé se calejar

De ajoelhado rezar
De seguir o caminho sem murmurar
Mas de falar besteira até parar de caminhar
De um praticar um esporte sem nada atrapalhar
De tocar um instrumento pra todos alegrar
De entender que minhas vontades nem sempre vão se realizar.

Fernando Mauri 

Oh, saudade!

O que sinto é saudade
Para muitos coisa de fresco
Para mim, coisa de quem soube viver bem.

O que sinto é saudade
Das pessoas
Das conversas
Das brigas e intrigas.

Dizer que não tem saudade:
É desprezar o passado
É dizer que é só aqui e que resto está tudo acabado.

Mas como dizia um amigo meu
O passado
Tudo que a gente viveu
É pra dar graças a Deus.

Fernando Mauri 

“Nocaute”, por Alda M S Santos.

A vida vai bater, muitas vezes bem forte
Golpes diretos, cruzados, ganchos certeiros
“Vence” quem tiver o coração mais leve
Você vai se machucar, se ferir, ferir os outros

Sentir-se atordoado, talvez perder a noção do certo e errado
Vai querer revidar pancadas, usar golpes baixos
Aguente firme, equilibre-se, desvie de alguns diretos
Proteja-se!

Fortaleça sua musculatura, absorva alguns “socos”
Transforme-os em energia para prosseguir
Se cair, respire fundo, beba água
Ajeite o protetor bucal, o protetor emocional

Levante-se!
Evite revidar golpes duros
Eles sempre retornam mais fortes
Risco de nocaute…
Os golpes mais traumáticos virão de onde você menos esperar

Te lançarão na corda, te derrubarão na lona
A vontade de ali ficar será grande…
Mas…levante-se!
Sofra o que tiver de sofrer, cure as feridas

Dê-se um tempo de “luto”, de repouso
Aprenda, prossiga!
Cuidado com golpes já conhecidos
Não golpeie com aquilo que sabe o quanto machuca

Se tiver que revidar, que seja a bondade e o amor
No mais, golpe nenhum merece revide
No ringue da vida quando alguém vai à nocaute

Na verdade mais de um perde
Ninguém ganha!
Será que fomos prevenidos antes de vir para esse ringue?
3,2,1…levante-se!

Alda M S Santos

“O grito do mundo”, por Fernando Mauri.

Diante de tantas culturas e povos
As preces sobem na oração
Todas juntas ao mesmo tempo
formando comunhão

Paisagens entre sacrifícios
Rituais que levam ao misticismo
Harmonia contínua nos movimentos
Integração antiga no modernismo

A força das massas de ar
Na biodiversidade de um bioma
O ritmo do momento de se elevar
De migrar do lugar que sempre retoma

A liquidez civilizatória
O sentido da vida desumano
Desencadeamento de costumes em rotatória
A globalização já é cotidiano

Crescimento desordenado das cidades
Vertical e horizontal
O resultado é a miséria fascinada pelas vaidades
Continuidade de um contrato funeral

O socorro do divino
O mistério de transcender-se
Ir ao encontro com um hino
O melhor caminho é conhecer-se

Na experiência religiosa o esplendido
No tempo, há angústia e vazio
Tudo é palco do grito fétido
De um homem sempre no fastio.

Fernando Mauri

“O que é o amor?”, por Fernando Mauri.

O amor é o começo
De uma história sem fim
Pois antes mesmo de existir
Já era o que é para mim

O amor está na história
O amor está na realidade
O amor está lá fora
E também na intimidade

Para o amor não há fronteira
Para o amor não há distância
Para o amor não há cadeias
Muito menos arrogância

O que eu digo sobre o amor
Outros dizem de outra forma
Se digo que é serviço
Outros dizem que é parola

Para o amor não há rancor
Para o amor não chacota
Para o amor
Só o amor importa.

Fernando Mauri.

“A mãe de Deus”, por Welton Cavallini

Quando você nasceu,
Foi como uma flor
Crescia dia a dia
A mãe do salvador.

Gerou Cristo Jesus
O filho de Deus
O mais lindo dos homens
E seguiu os passos seus.

Esteve com ele no
Primeiro sinal
Tanto brilho
Tanto afeto
Que rosto angelical.

A senhora estava com ele
Na crucificação
Foi firme, foi forte.
Estava sempre em oração

Esteve no cenáculo
Em contemplação
Com todos os discípulos
Em plena comunhão

Ó mãe da consolação
Ó virgem santíssima
Ensina teus filhos
A ter uma vida puríssima.

Agostinho te chama de discípula
Isabel te aclamou de bendita
Todos os fieis te louvam
Tu és a nossa rainha.

Senhora de tão grande apreço
Ó virgem tão bela
Rogai a Deus por nós
Ó doce mãe singela.

O Deus todo poderoso
Que na obra da salvação
Escolhestes Maria
A serva da missão.

Welton Cavallini